EU VENCI A COVID

3 anos atrás

Desde que a pandemia começou procurei fazer todas as coisas pra evitar ficar doente a todo custo. Continuei com as corridas na rua, mantendo distanciamento. Com a Pampulha fechada, saí correndo pelas ruas de BH. Fiz muitos percursos malucos com subidas, ruas sujas, desertas, enfim, um caos. A academia ficou fechada por uns três meses, mas acabei voltando antes de abrir por causa da fratura por stress que já contei aqui. Por duas vezes suspeitei que tinha pegado a doença. Na primeira, fiz o teste – PCR, depois que um colega de trabalho que estava todos os dias comigo testou positivo. Graças a Deus não era nada. Na segunda vez, tive vários sintomas muito comuns como diarreia, dor de garganta e rinite. O teste também deu negativo. E assim segui minha rotina. Agora, no final de março, depois de um pedal longo, percurso que eu já tinha feito com bem menos tempo, mais força , eu demorei demais e cheguei extremamente cansada e com muita dor nas costas. Fui trabalhar com indisposição…

No dia seguinte acordei bem demais, corri meus 10km da planilha super de boa. Mas 1h depois do jantar, começou uma diarréia fora do normal. Foram duas horas entre a sala e o banheiro. E assim foi durante 9 dias e eu controlando com remédios probióticos. Fiquei em estado febril várias vezes, calafrio, dor no corpo, fadiga… Sintomas comuns da própria diarreia por causa da desidratação. Mantive os treinos de bike, musculação e corrida. Só que sentia muito cansaço… Ainda cheguei a ir pra Caeté, um pedal duríssimo, com 42km só subindo, no domingo seguinte. Peguei uma friagem na semana, sinusite atacou. Na segunda-feira, resolvi ir ao meu otorrino e pedi que ele solicitasse outro teste. Dessa vez, veio a confirmação: eu estava com a covid-19. Meu marido também pegou. Ficamos isolados em casa. Eu ainda tive mais uns dois dias de diarreia, médico passou antibiótico pra cortar e eu melhorei. Fiquei uma semana sem correr, mas retornei ao pedal, 10 dias depois de sentir o primeiro cansaço. Como estava isolada, não podia correr na rua. Recomecei os funcionais e treinos de força em casa e pedalei todos os dias de isolamento no rolo. No início, senti um cansaço, uma respiração mais ofegante… talvez pelos dias parados, o meu corpo sentiu falta daqueles estímulos diários e precisava retomar a rotina. Ou talvez era ainda consequência da própria doença.

Fato é que um mês depois do diagnóstico já pedalei mais de 400km, já corri uns 120km e estou melhorando meu tempo. Treinando, de novo, com qualidade. Decidi não ficar brigando pra baixar pace, porque com a minha rotina de trabalhar de madrugada e treinar de dia, dormir é algo raro! Mas tenho aprendido muito com essa doença. Os hábitos de higiene já eram comuns, agora estão mais rigorosos. E eu comecei a respeitar os meus limites, a não me matar tanto… a valorizar a vida, o tempo…. Pra render depois. Vou fazer uma série de exames com cardiologista, pneumologista… Para avaliar o meu estado clínico. Sei que não tive e não terei sequelas. Só que as variantes estão circulando por aí. A vacina para quem tem a minha idade deve demorar mais um pouco. Minha confiança está em Deus que tem me guardado e me livrado da morte.
Minha intenção aqui é mostrar pra vocês que todas as pessoas estão sujeitas a contrair esse vírus. Cada organismo reage de um jeito. Não dá pra ignorar! Não é pra fingir que ela não existe. Continuem treinando, mas mantendo distanciamento, máscara em locais fechados, hidratação e alimentação de qualidade. Procure ajuda com nossos treinadores, orientação de quem sabe mais que a gente nunca é demais! Só não desista! Não pare de lutar!

Eu sou a prova viva que milagres acontecem e que Deus é poderoso!!
Abraços da Virgínia Nalon